Tim Buckley, da Climate Energy Finance, defende que a instabilidade geopolítica expõe a dependência do petróleo na Austrália e posiciona o país como um porto seguro para o capital internacional de energias renováveis.
Por que é importante: Garanta já a sua cadeia de abastecimento de baterias para se proteger contra a crescente volatilidade global e capitalizar a crescente procura por independência energética.
A Fuga Global de Capitais
O movimento de capital internacional em direção a 'portos seguros', como a Austrália, é um indicador da transição energética global. Para os instaladores solares europeus, isto sinaliza um aperto na cadeia de abastecimento global de sistemas de armazenamento de energia em baterias (BESS). À medida que as tensões geopolíticas aumentam, a competição pelo ião-lítio e por químicas de armazenamento alternativas já não se trata apenas de procura — trata-se de garantir a soberania energética.
Por que isto é importante para os instaladores europeus
Implicações Estratégicas
Estamos a entrar numa era em que a autonomia energética é a principal proposta de valor. Os instaladores devem deixar de vender 'painéis solares' e começar a vender 'resiliência'. A sua capacidade de combinar energia solar com soluções de armazenamento robustas e fiáveis é a única forma de isolar o seu negócio da volatilidade das matérias-primas globais. As empresas devem estar atentas às mudanças na política comercial da UE — especificamente no que diz respeito ao aprovisionamento de minerais para baterias — uma vez que estas ditarão diretamente os seus futuros custos de aquisição e prazos de entrega. Se ainda não diversificou a sua base de fornecedores de baterias para incluir mais fabricantes europeus ou de países 'aliados', está a deixar o seu negócio exposto aos mesmos riscos geopolíticos que Buckley identifica.