Mais de 50 grandes unidades a carvão entraram em funcionamento em 2025, um aumento em relação às menos de 20 por ano na década anterior.
Por que é importante: Prepare a sua estratégia de vendas para uma potencial volatilidade de preços, à medida que as regulamentações europeias visam cada vez mais a pegada de carbono dos componentes solares importados.
O braço de ferro geopolítico
À primeira vista, a expansão do carvão na China parece um retrocesso na transição energética global. Contudo, para os instaladores solares europeus, este paradoxo realça uma realidade crítica da cadeia de abastecimento: a China está a priorizar a estabilidade da rede e a segurança energética industrial acima de tudo. Embora liderem o mundo na implementação de energias renováveis, a sua estratégia de carvão funciona como uma proteção contra a intermitência, garantindo que a produção nacional — que alimenta o mercado global de componentes solares — permaneça operacional, independentemente da produção eólica ou solar.
Implicações de mercado para a Europa
Para o instalador europeu, esta é uma faca de dois gumes:
O que os instaladores devem observar
Esteja atento à divergência entre as estratégias chinesas de equilíbrio da rede e as respostas regulamentares europeias. Se a UE implementar mecanismos de ajustamento de carbono na fronteira (CBAM) ou leis de diligência devida na cadeia de abastecimento mais rigorosas, o custo das instalações solares irá aumentar. Os instaladores devem deixar de competir apenas pelo "preço mais baixo por watt" e começar a orientar os seus argumentos de venda para enfatizar a longevidade do projeto, as capacidades locais de serviço à rede e a independência energética. A era da oferta barata e infinita pode estar a transitar para um mercado mais regulado e com restrições de oferta. Construa a sua marca com base na fiabilidade, e não apenas no preço.