Trump chamou outrora às energias renováveis uma 'fraude'. Será que a guerra com o Irão o fará mudar de ideias?
Porque é que isto importa: Aproveite a instabilidade geopolítica no seu argumento de venda para posicionar a energia solar como a derradeira apólice de seguro contra custos energéticos crescentes e voláteis.
A Realidade Geopolítica
A perspetiva de um conflito de grande escala no Médio Oriente serve como um lembrete claro de que a política energética é, antes de mais, uma política de segurança. Para os instaladores solares europeus, a mudança de narrativa é crítica: estamos a sair da era das importações de combustíveis fósseis baratas e fiáveis para um período de extrema volatilidade de preços.
Porque é que isto é importante para os instaladores europeus
Os proprietários europeus já não instalam painéis solares apenas pelas credenciais 'verdes'; instalam-nos como uma apólice de seguro contra a instabilidade da rede e mercados energéticos imprevisíveis. Quando as tensões geopolíticas aumentam, o retorno do investimento (ROI) para sistemas solares residenciais e de armazenamento em baterias dispara efetivamente. Os instaladores devem tirar partido disto: parem de vender 'sustentabilidade' e comecem a vender 'soberania energética'.
Contexto de Mercado e Implicações Estratégicas
A ironia de uma potencial viragem dos EUA contra as renováveis sob uma administração protecionista é que isso deixa um enorme vazio na liderança energética global. A Europa já está comprometida com o Pacto Ecológico Europeu (Green Deal), mas a cadeia de abastecimento de componentes fotovoltaicos permanece frágil. Se os EUA recuarem na transição energética, poderemos assistir a um excesso temporário de equipamento de fabrico chinês, o que poderia baixar os custos de instalação para as empresas europeias, mas com o risco de um maior desacoplamento das cadeias de abastecimento críticas.