O House Bill 15, uma importante lei energética que impedia as empresas de serviços públicos de deter e operar a produção de eletricidade, foi aprovado com facilidade na legislatura do Ohio no ano passado, com apoio quase unânime de ambos os partidos. Agora, um projeto de lei visa criar uma exceção a esta lei popular, permitindo que estas empresas construam, detenham e…
Por que razão é importante: Defenda a sua quota de mercado dando prioridade às vendas de sistemas solares com armazenamento, para isolar os clientes da volatilidade da rede controlada pelas empresas de serviços públicos.
A armadilha da integração vertical
Embora esta notícia tenha origem no Midwest dos EUA, serve como um aviso crítico para os instaladores solares europeus que operam em mercados onde o lobby das empresas de serviços públicos está a intensificar-se. A mudança proposta no Ohio — permitir que estas empresas regressem à produção de energia — reflete a tensão contínua na Europa entre o crescimento solar descentralizado, liderado pelos prosumidores, e o desejo dos fornecedores de energia tradicionais de manterem um controlo centralizado.
Por que razão isto é importante para os instaladores europeus
As empresas solares europeias prosperam com base no modelo de 'prosumidor', onde a proposta de valor se baseia na independência energética. Se os reguladores europeus começarem a favorecer mandatos de produção à escala industrial ou a flexibilizar os requisitos de separação de atividades (unbundling), o mercado solar residencial e comercial/industrial (C&I) poderá enfrentar obstáculos significativos. Quando as empresas de serviços públicos controlam tanto as redes como a produção, privilegiam inevitavelmente a estabilidade da rede em detrimento da integração de recursos energéticos distribuídos (DER), o que conduz frequentemente a atrasos na ligação à rede e a limitações arbitrárias de injeção na rede.
Implicações estratégicas no mercado
O que observar
Esteja atento às próximas revisões do Design do Mercado de Eletricidade da UE. Qualquer linguagem legislativa que privilegie a 'segurança do abastecimento' através de ativos detidos por empresas de serviços públicos deve ser um sinal de alerta para o setor solar distribuído. As empresas devem reforçar a defesa local e estabelecer parcerias com agregadores que possam demonstrar que a energia solar descentralizada é a forma de capacidade mais eficiente e barata — e não uma ameaça à estabilidade da rede.