Uma proposta de lei sobre a acessibilidade energética, aprovada ontem pela Câmara dos Representantes de Massachusetts, poderá acelerar o licenciamento de projetos solares, reforçar a proteção de muitos consumidores de eletricidade e impulsionar a infraestrutura de carregamento de veículos elétricos. Poderá, contudo, também comprometer o programa de eficiência energética do estado, que é líder a nível nacional…
Por que razão isto é importante: Prepare a sua estratégia de vendas para priorizar a autonomia energética em detrimento da eficiência subsidiada pelo governo, à medida que a política de mercado se desloca para a eletrificação direta.
O Paradoxo entre Eficiência e Energias Renováveis
Embora esta notícia tenha origem em Massachusetts, a fricção política subjacente é altamente relevante para o panorama solar europeu. Estamos a assistir a uma tensão crescente entre o incentivo à implementação de hardware — como painéis solares e carregadores de veículos elétricos — e a manutenção do financiamento para o mercado de 'negawatts' (eficiência energética). Para os instaladores europeus, isto realça uma mudança crítica na forma como os subsídios estão a ser realocados no âmbito do Pacto Ecológico Europeu (Green Deal).
Por que razão isto é importante para os instaladores da UE
Os governos europeus estão a passar progressivamente de subvenções generalizadas para a eficiência energética para metas agressivas de eletrificação. Se o seu modelo de negócio depende fortemente da integração solar em renovações, deve preparar-se para um mercado onde os mandatos de 'eficiência primeiro' podem ser despriorizados em favor de mandatos de 'eletrificação primeiro'. Isto representa uma mudança de foco: do isolamento das casas para o seu fornecimento energético.
Implicações Estratégicas no Mercado
O que observar
Esteja atento às propostas de lei sobre 'Acessibilidade Energética' no seu Estado-Membro da UE. Estas leis são, muitas vezes, o veículo para a reestruturação das tarifas de rede. Se o custo da integração na rede para a energia solar aumentar, o seu argumento de venda deve evoluir de 'energia gratuita' para 'autonomia energética'. Os vencedores nos próximos 24 meses serão aqueles que deixarem de vender painéis como mercadorias e começarem a vendê-los como o componente central de um ativo energético descentralizado e independente da rede.