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Por que a conectividade solar é a próxima fronteira na gestão de ativos

Solar plant with satellite, cloud computing icons, and devices showing monitoring data
A 10 MW solar plant enhanced with internet and satellite connectivity for smart monitoring
A Solar Energy Corporation of India Limited (SECI) lançou um concurso para serviços de linha alugada (Internet Leased Line) para apoiar o seu projeto solar de 10 MW em Jodhpur, no Rajastão. O contrato de cinco anos exige uma ligação mínima de 10 Mbps e inclui a instalação e manutenção de hardware.

A espinha dorsal digital da energia solar moderna

Embora este concurso tenha origem no mercado indiano, serve como um indicador crítico para os instaladores solares e fornecedores de O&M (Operação e Manutenção) europeus. Estamos a deixar para trás a era em que a 'monitorização' significava apenas um gateway celular simples e um painel básico. À medida que os requisitos de equilíbrio da rede e a integração em VPP (Centrais Elétricas Virtuais) se tornam obrigatórios em toda a UE, a estabilidade da ligação de dados torna-se tão crítica como o próprio hardware do inversor.

Por que isto é importante para os instaladores europeus

  • Fiabilidade como serviço: Os instaladores europeus tratam frequentemente a conectividade à internet como uma reflexão tardia. Este concurso prova que os operadores de rede estão a transitar para linhas alugadas dedicadas e de alta disponibilidade. Se o seu contrato de O&M não incluir SLAs de conectividade robustos, está exposto a riscos significativos quando os dados de monitorização — e, consequentemente, o controlo remoto — ficam offline.
  • O&M baseada em dados: Uma linha dedicada de 10 Mbps é o limiar mínimo para computação de ponta (edge computing) em tempo real. Para as carteiras europeias, isto permite a análise local por IA do desempenho do inversor, o que é essencial para a manutenção preditiva em grande escala.

Implicações de mercado

A transição para contratos de serviço de 5 anos para conectividade destaca que os ativos solares são cada vez mais tratados como infraestrutura digital crítica. Esperamos ver um aumento na procura por pacotes de 'Conectividade como Serviço' na UE. Os instaladores que consigam incluir infraestruturas de internet fiáveis e seguras nas suas instalações solares irão obter margens mais elevadas e garantir um melhor desempenho dos ativos.

O que as empresas devem observar

Esteja atento ao aumento da pressão regulamentar sobre a cibersegurança em ativos solares (por exemplo, a Diretiva NIS2 da UE). No futuro, a conectividade não deverá ser apenas sobre tempo de atividade — deve ser sobre transmissão de dados segura e encriptada. Comece já a avaliar os seus fornecedores de gateways IoT quanto a funcionalidades de segurança avançadas, ou terá de atualizar toda a sua base instalada dentro de três anos.

Por que é importante: Priorize uma conectividade robusta e dedicada nos seus contratos de O&M para preparar os seus ativos para a integração em VPP e para os requisitos de equilíbrio da rede.
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