A ANEEL, o regulador nacional do Brasil, adiou uma decisão importante sobre armazenamento de energia, poucos dias após aprovar a primeira central híbrida do país.
Porque é que isto é importante: Dê prioridade à venda de BESS com base em poupanças imediatas de autoconsumo, em vez de apostar em regulamentações incertas de serviços de rede futuras.
Os estrangulamentos regulamentares são um fenómeno global
Embora esta notícia tenha origem no Brasil, a tensão subjacente entre a rápida implementação tecnológica e os quadros regulamentares lentos é uma dor de cabeça familiar para os instaladores solares europeus. Estamos a assistir a um padrão em que os operadores de rede e os reguladores têm dificuldade em integrar Sistemas de Armazenamento de Energia por Baterias (BESS) nas estruturas de mercado legadas, conduzindo a um 'atraso regulamentar'.
Porque é que isto é importante para os instaladores europeus
Para as empresas europeias, a conclusão é clara: a incerteza regulamentar é o maior risco para o seu pipeline de projetos BESS. Quando os reguladores atrasam a criação de normas, criam um ambiente de 'esperar para ver' que congela o investimento de capital. Os instaladores devem parar de vender sistemas 'à prova de futuro' baseados em receitas hipotéticas de serviços de rede e começar a concentrar-se no retorno do investimento (ROI) tangível atrás do contador, como o peak shaving e a otimização do autoconsumo.
Implicações de mercado
O que observar
Esteja atento à forma como os reguladores nacionais europeus lidam com os modelos de 'Receitas Acumuláveis' (Stackable Revenue). Se um país avançar no sentido de permitir que os BESS participem simultaneamente na resposta à frequência e na arbitragem de energia, esse é o seu sinal para orientar agressivamente a sua estratégia de vendas para clientes comerciais e industriais (C&I).