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VPP lideradas por empresas de serviços públicos: O que os instaladores solares europeus devem aprender

A digital graphic showing a residential solar battery connected to a smart grid network
Virtual Power Plants are redefining the relationship between utilities and residential solar owners.
A Minnesota Public Utilities Commission (MPUC) aprovou uma expansão de 200MW do programa de central elétrica virtual (VPP) Capacity*Connect da empresa de serviços públicos Xcel Energy.

A batalha pelo controlo da rede

A aprovação da expansão de 200MW da VPP da Xcel é um sinal claro: as empresas de serviços públicos estão a avançar agressivamente para dominar a camada de orquestração da transição energética. Para os instaladores solares europeus, isto representa tanto uma ameaça significativa como uma oportunidade enorme. À medida que o congestionamento da rede se torna o principal estrangulamento para novas ligações solares residenciais em toda a UE, as empresas de serviços públicos estão a posicionar-se como os gestores 'oficiais' dos recursos energéticos distribuídos (DERs).

O contexto europeu

Em mercados como a Alemanha, os Países Baixos e o Reino Unido, observamos uma dinâmica de forças opostas entre instaladores solares independentes e agregadores apoiados por empresas de serviços públicos. Quando uma empresa de serviços públicos controla a VPP, esta captura as receitas dos serviços auxiliares — receitas que poderiam ter ficado com o proprietário ou com o instalador através de sistemas de gestão de energia (EMS) independentes. Se os instaladores se limitarem a vender hardware, correm o risco de se tornarem subcontratados comoditizados num ecossistema orquestrado pelas empresas de serviços públicos.

Pivot estratégico para instaladores

Para permanecerem competitivas, as empresas de energia solar devem transitar de 'vendedores de equipamentos' para 'prestadores de serviços energéticos'. Isto envolve:

  • Integração de software: Priorizar hardware que seja neutro em relação ao fornecedor e compatível com mercados de flexibilidade de terceiros, em vez de prender os clientes a ecossistemas proprietários das empresas de serviços públicos.
  • Serviços de valor acrescentado: Oferecer otimização dinâmica de tarifas e orquestração de baterias como um modelo de serviço recorrente (SaaS) em vez de uma taxa de instalação única.
  • Agregação local: Explorar parcerias com cooperativas energéticas locais para criar centrais elétricas virtuais à escala comunitária, competindo eficazmente com as grandes empresas de serviços públicos pelos serviços de equilíbrio da rede.

A mensagem é clara: o futuro da rentabilidade solar reside na camada de software. Se não estiver a ajudar os seus clientes a rentabilizar a sua flexibilidade, a empresa de serviços públicos fá-lo-á por si — e ficará com a maior parte do lucro.

Porque é que isto importa: Mude o seu modelo de negócio da venda de hardware para serviços de orquestração energética antes que as empresas de serviços públicos monopolizem os ativos de flexibilidade dos seus clientes.
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