O MNRE da Índia expandiu a Lista-II da ALMM para células solares para 27,8 GW e incluiu, pela primeira vez, células HJT.
Por que é importante: Diversifique a sua estratégia de aquisição de módulos monitorizando a capacidade emergente de fabrico de HJT de alta eficiência da Índia como uma salvaguarda contra a volatilidade da cadeia de abastecimento.
A viragem protecionista e as mudanças na cadeia de abastecimento global
A expansão da Approved List of Models and Manufacturers (ALMM) da Índia é mais do que apenas uma política interna; é um sinal de um ambiente comercial global cada vez mais rígido. Ao formalizar o apoio à tecnologia HJT (Heterojunção) dentro do seu mercado protegido, a Índia sinaliza a intenção de subir rapidamente na cadeia de valor, reduzindo a dependência de importações e, simultaneamente, incentivando a escala da produção nacional.
Por que isto é importante para os instaladores europeus
Para os instaladores solares europeus, este desenvolvimento é uma faca de dois gumes. Por um lado, a agressiva localização da Índia reduz o volume de componentes disponíveis para o mercado global, podendo manter os preços de células de alta eficiência, como as HJT, mais elevados do que seriam de outra forma. Por outro lado, à medida que a Índia amadurece as suas capacidades de fabrico, cria-se uma alternativa viável à atual cadeia de abastecimento dominada pela China. Os instaladores europeus que enfrentam atualmente a volatilidade das relações comerciais UE-China devem acompanhar de perto a qualidade e os preços que emergem do ecossistema HJT subsidiado da Índia.
Conclusão: Embora a ALMM seja uma ferramenta interna indiana, esta altera a geografia da produção solar global. As empresas europeias devem começar a avaliar os módulos HJT de fabrico indiano como uma proteção estratégica contra potenciais futuras interrupções no fornecimento ou escaladas tarifárias noutras regiões.