Com estas duas novas infraestruturas, já são cinco as instalações concluídas, que somam mais de 300 kW e beneficiarão mais de 210 sócios da Comunidade Energética de Altea.
Por que é importante: Não confunda projetos-piloto liderados pela comunidade com negócios C&I de margem elevada; os custos administrativos do solar multiutilizador destruirão a sua rentabilidade.
A Miragem da Micro-rede Municipal
Altea está a fazer algo nobre — colocar 100kW de fotovoltaico no telhado de um cemitério é uma aula magistral sobre o aproveitamento de espaços mortos. Mas vamos ignorar o marketing positivo. Um projeto de 134kW dividido por 210 membros resulta em cerca de 638W por pessoa. No atual quadro regulamentar espanhol, isso mal chega para cobrir um frigorífico decente e alguns portáteis, quanto mais para aquecer uma casa no inverno.
O Verdadeiro Obstáculo Não é o Espaço nos Telhados
O setor adora promover as 'comunidades energéticas' como o futuro democrático da energia. No entanto, vejamos as contas: uma capacidade total de 300kW para 210 pessoas é um pesadelo administrativo para o instalador. Se é um promotor de projetos na Andaluzia ou em Valência, pare de perseguir estes subsídios para microcomunidades, a menos que tenha automatizado o software de faturação e distribuição pro-rata.
Se é um instalador a analisar o pipeline para 2025, foque-se em modelos de PPA para coberturas industriais, onde o cliente é uma única entidade e não 210 agregados familiares individuais. Até que o governo espanhol simplifique o obstáculo burocrático do autoconsumo partilhado (para além das atuais restrições de raio de 2km), estes projetos comunitários continuarão a ser peças de vaidade em vez de modelos de negócio escaláveis. Não se pode construir uma empresa de instalação rentável e de elevado crescimento a gerir 210 contas de eletricidade a retalho diferentes todos os meses.