A gigante energética britânica Centrica ativou dois sistemas BESS com um total de 40MW em Borlänge, na Suécia, expandindo o seu portefólio europeu para mais de 770MW.
Porque é que isto importa: Pare de vender painéis; comece a vender serviços de equilíbrio da rede ou veja os seus clientes mudarem para concorrentes que oferecem soluções de armazenamento integradas.
A arbitragem de infraestruturas
A Centrica não está a jogar o jogo da energia verde altruísta; está a jogar o jogo da frequência da rede. Ao instalar 40MW de BESS na Suécia — um mercado com elevada volatilidade de preços e uma crescente penetração de energia eólica — não estão apenas a armazenar eletrões. Estão a rentabilizar o mercado de FCR (Reserva de Controlo de Frequência), que, na prática, os paga para evitar o colapso da rede.
O ponto cego do instalador
Se é um instalador que continua a vender apenas "solar" aos seus clientes C&I na Alemanha ou nos Países Baixos, está a vender um produto de 2018 num mercado de 2024. A matemática mudou fundamentalmente:
A Centrica tem 770MW de capacidade porque sabe que o hardware é apenas o veículo para o lucro impulsionado por software. Quando falar com aquele gestor de fábrica na Baviera ou com um promotor de armazéns em Utrecht, pare de falar sobre a eficiência dos painéis e comece a falar sobre acumulação de receitas (revenue stacking). Se não estiver a integrar BESS na sua proposta comercial padrão, o seu concorrente — que já está a analisar estes estudos de caso suecos — ficará alegremente com o seu negócio.