A Iberdrola anunciou um acordo para adquirir uma central solar de 42 MW no Lácio, Itália, reforçando o seu Complexo Etruria e elevando a sua capacidade renovável total em Itália para aproximadamente 400 MW.
Por que é importante: A consolidação de terrenos para projetos de grande escala em Itália está a excluir os intervenientes mais pequenos — foque-se no armazenamento e em C&I para se manter relevante.
A estratégia de consolidação
Quando uma gigante da energia como a Iberdrola anuncia a aquisição de 42 MW, a maioria dos instaladores ignora, pensando tratar-se apenas de 'ruído corporativo'. Errado. Este é um sinal de como o mercado italiano — notoriamente difícil devido ao bloqueio burocrático — está a ser dominado por quem tem grande capacidade financeira e estratégias agressivas de fusões e aquisições. Se é um promotor de média dimensão no Mediterrâneo, não está a competir com a Iberdrola em preço; está a competir com eles na certeza da ligação à rede.
O custo oculto da 'escala'
Para o instalador médio de C&I (Comercial e Industrial) ou para a EPC local em Itália, este é um aviso: os terrenos 'fáceis' desapareceram e a fila de espera para a rede está a ser dominada por conglomerados. Se o seu modelo de negócio depende da construção de projetos isolados de média dimensão, precisa de mudar de rumo. Deixe de perseguir parcelas de 5 MW que exigem três anos de licenciamento e comece a olhar para oportunidades de co-localização ou integração de armazenamento atrás do contador para clientes industriais que não podem esperar que a rede acompanhe o ritmo. A Iberdrola está a jogar o jogo de longo prazo da dominância à escala de serviço público; o seu trabalho é encontrar o nicho que eles consideram demasiado pequeno, mas que ainda exige engenharia profissional de alta qualidade. Não lute contra os gigantes; aproveite as oportunidades que eles deixam para trás.