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A viragem da Suniva nos EUA: Porque é que a sua cadeia de abastecimento ficou mais cara

Suniva manufacturing facility signage in front of industrial solar production equipment
Suniva's South Carolina expansion marks a shift in global PV trade dynamics.
A fabricante de fotovoltaicos sediada nos EUA, Suniva, vai abrir uma nova fábrica de células solares em Laurens, na Carolina do Sul.

A armadilha do protecionismo

Se pensa que uma fábrica de células de 5,5 GW na Carolina do Sul é uma 'boa notícia para o mercado global', está a perder o essencial. Para um instalador em Munique ou um promotor em Madrid, isto é apenas mais um tijolo na parede da fragmentação do comércio global. Quando os EUA retiram 5,5 GW de capacidade do ecossistema global e a enclausuram atrás do Inflation Reduction Act (IRA), o efeito cascata atinge diretamente as nossas margens.

O custo oculto do 'local'

  • Compressão de margens: A produção nacional de células nos EUA é fortemente subsidiada, mas não é barata. Ao reservar células para o mercado norte-americano, vemos menos células de Nível 1 a chegar ao mercado spot em Roterdão. A escassez faz subir os preços para todos os outros.
  • A lacuna dos módulos bifaciais: Os promotores europeus já estão a braços com o impacto dos potenciais direitos anti-subsídios da UE sobre os módulos chineses. Sempre que um fabricante como a Suniva relocaliza a produção, não está apenas a fabricar células; está a elevar o patamar dos preços globais dos módulos.
  • Atraso tecnológico: O foco da Suniva tem sido historicamente em tecnologia legada. Se estão a escalar para 5,5 GW, estão a apostar em subsídios à procura interna em vez de eficiência tecnológica pura. Se está a construir um parque de escala industrial de 50 MW, quer células TOPCon ou HJT provenientes de linhas de alto volume no Sudeste Asiático, não células de custo inflacionado vindas de uma bolha protecionista.

Não se deixe enganar pela retórica da 'independência energética'. Para um instalador europeu, este é um sinal para parar de esperar descidas de preços em 2025. Quando o maior mercado do mundo começa a acumular capacidade de produção, a sua estratégia de aprovisionamento precisa de passar do 'preço mais baixo' para a 'disponibilidade garantida'. Se ainda não está a proteger os seus contratos de módulos para o terceiro e quarto trimestres, esta notícia deve servir de alerta. A era dos componentes fotovoltaicos baratos e globalizados atingiu oficialmente um teto geopolítico.

Por que é importante: À medida que os EUA cercam a sua cadeia de abastecimento, espere que os preços globais dos módulos se mantenham elevados; garanta o seu inventário agora ou sofra com a volatilidade.
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