A atratividade do mercado de BESS para fusões, aquisições e investimento, num contexto de abrandamento da atividade, foi debatida num painel no Energy Storage Summit 2026, em Londres.
Por que é importante: Pare de apostar o seu negócio em receitas especulativas de mercado; o fluxo de negócios de BESS à escala de serviço público está a secar, por isso reoriente o seu foco de vendas para o 'peak shaving' no setor C&I.
O fosso nas avaliações está a travar o fecho de negócios
Sejamos honestos: os painéis do 'Energy Storage Summit' ecoam atualmente com o som de negociadores preocupados. Todos querem falar sobre o valor estratégico dos BESS, mas ninguém quer abordar a realidade brutal dos atuais cálculos de LCOE enquanto as taxas de juro se mantêm elevadas. Se é um EPC ou um promotor, não está à espera de um painel de discussão para saber que o mercado de fusões e aquisições atingiu um impasse — está a senti-lo na lentidão glacial do fecho do financiamento dos seus próprios projetos.
Por que razão a narrativa 'estratégica' falha
Os investidores institucionais estão atualmente paralisados por dois fatores: riscos de canibalização e a falta de visibilidade de receitas a longo prazo. Quando um local de 50MW/100MWh nos Países Baixos enfrenta uma volatilidade de preços que anula as projeções de receitas no mercado livre, o prémio de 'ativo estratégico' evapora-se da noite para o dia. Os investidores não procuram capacidade; procuram fluxos de caixa fiáveis que espelhem os tempos das antigas tarifas de alimentação (Feed-in Tariffs), que, spoiler: não vão voltar.
Realidade prática para o terreno
Para aqueles que estão no terreno a instalar estes sistemas, aqui fica a conclusão:
Até vermos modelos de receita normalizados e financiáveis que não dependam de milagres no mercado diário, espere que a atividade de fusões e aquisições continue a ser um cemitério para os intervenientes de média dimensão.