A Comissão Europeia apresenta uma plataforma para agrupar a procura de matérias-primas críticas e facilitar o contacto direto entre compradores e fornecedores, enquanto a Eurelectric pede que os requisitos "made in Europe" não sejam excessivamente rigorosos.
Por que é importante: Não conte com as plataformas da UE para reduzir os seus custos de hardware; espere que os mandatos 'Made in Europe' aumentem o Capex dos seus projetos em pelo menos 15% no próximo ano.
A armadilha da burocracia de Bruxelas
A nova plataforma da UE para matérias-primas críticas é mais um caso clássico de decisores políticos a tentar desenhar um mercado a partir de uma folha de cálculo. Embora a ambição seja simplificar as cadeias de abastecimento de lítio, terras raras e cobalto, a realidade para um instalador na Baviera ou um promotor em Múrcia é que isto não resolve absolutamente nada quanto ao seu estrangulamento imediato. Agrupar a procura é útil para concursos de grande escala, mas ignora a realidade fragmentada e dinâmica da cadeia de abastecimento de energia fotovoltaica para telhados.
O teste de realidade do 'Made in Europe'
A Eurelectric tem motivos para estar preocupada. Se a UE tornar os requisitos de 'Made in Europe' para o Regulamento Indústria de Impacto Zero (NZIA) demasiado rígidos, não teremos uma indústria 'soberana' — teremos apenas um enorme atraso nos projetos.
O setor precisa de um abastecimento estável, não de uma mesa de negociação patrocinada pelo governo. Se a UE quer realmente ajudar, deve concentrar-se em simplificar o processo de licenciamento para o refino doméstico de silício, em vez de criar outro portal digital que serve de intermediário para uma oferta que ainda não existe à escala necessária.