Científicos da Universidad Politécnica de Madrid identificaram as perdas causadas por um backtracking subótimo, o que ajuda a explicar a discrepância entre a produção simulada e a real em centrais fotovoltaicas instaladas em terrenos irregulares.
Por que é importante: Pare de ignorar o terreno nas suas simulações de seguidores ou prepare-se para absorver uma quebra de desempenho de 5% diretamente nas suas margens.
O custo do declive que não orçamentou
Todos já passámos por isto: a proposta da EPC apresenta uma curva P50 impecável, o cliente assina e o relatório de comissionamento parece... aceitável. No entanto, dezoito meses depois, a equipa de O&M (Operação e Manutenção) continua a tentar perceber uma subperformance consistente de 4-5%. A investigação da UPM finalmente quantifica o problema: o backtracking subótimo em terrenos irregulares.
A realidade: A maioria dos softwares de simulação, incluindo o PVSYST, assume um plano horizontal. Mas os locais reais na Andaluzia ou no Alentejo raramente são planos. Quando implementa um sistema de seguidores (trackers) 1P ou 2P em terrenos ondulados, os algoritmos de backtracking padrão — que evitam o sombreamento entre filas — muitas vezes não contabilizam a variação real do declive. Essa perda de 5% não é apenas 'meteorologia'; é um erro de cálculo estrutural na geometria da sua central.
O que a EPC precisa de mudar hoje
Se está a construir num local que não é uma mesa de bilhar, comece a cobrar pelas horas de engenharia extra necessárias para calibrar os seguidores à topografia. Caso contrário, aceite que as suas estimativas de rendimento a longo prazo não passam de ficção dispendiosa.