Prevê-se que a capacidade solar do país ultrapasse os 6,5 gigawatts até 2029, enquanto a energia nuclear está a ser considerada para garantir um fornecimento de eletricidade estável.
Por que é importante: Pare de observar os planos de escala industrial dos mercados emergentes; concentre-se na tecnologia de formação de rede e em BESS para sobreviver ao ambiente de preços volátil da UE.
Não procure a sua estratégia no Oriente
Sejamos diretos: o roteiro energético da Malásia é um bom título para uma conferência sobre o clima, mas para um instalador na Baviera ou um promotor na Andaluzia, é apenas ruído. Enquanto os mercados do Sudeste Asiático estão obcecados com a energia nuclear para resolver a instabilidade da rede, a Europa já está profundamente inserida na realidade complexa e exigente da geração flexível e da gestão do lado da procura.
A Verdadeira Lição: A Armadilha do 'Fornecimento Estável'
A narrativa malaia enquadra a energia solar como um exercício de aumento de capacidade, enquanto a energia nuclear fornece a 'estabilidade'. Se vende energia solar na UE hoje em dia, deve saber que esta é uma mentalidade de 2015. No mercado europeu atual, simplesmente 'adicionar capacidade' é uma receita para preços negativos e margens canibalizadas. Se não está a vender inversores inteligentes capazes de funções de formação de rede (grid-forming) ou pacotes BESS integrados que cumpram os mais recentes Códigos de Rede de Ligação da UE, não está a construir uma transição — está a criar um passivo.
Se o seu modelo de negócio depende da mesma lógica de uma nação em desenvolvimento — simplesmente ligar mais painéis a uma rede que não consegue lidar com o afluxo — está a ignorar a realidade da transição energética europeia. Não precisamos de mais 'expansão solar' que desestabiliza o transformador local. Precisamos de projetos mais inteligentes e integrados localmente que tratem a rede como um parceiro, e não como um depósito.