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A transição do carvão para baterias da NTPC é um alerta para os promotores na UE

Large-scale battery containers situated within a traditional industrial thermal power plant facility
Battery energy storage system facility at Unchahar Thermal Power Station
A NTPC Limited lançou um concurso para trabalhos de preparação de terreno relacionados com um Sistema de Armazenamento de Energia em Baterias (BESS) na Central Termoelétrica Feroz Gandhi Unchahar, em Uttar Pradesh.

A aposta na infraestrutura

A NTPC — a gigante estatal de energia da Índia — está a fazer algo que as empresas de serviços públicos europeias ainda hesitam em concretizar: a co-localização física de Sistemas de Armazenamento de Energia em Baterias (BESS) de grande escala em antigas centrais a carvão. Enquanto debatemos os méritos das filas de espera para ligação à rede e os atrasos no licenciamento, o mercado indiano está a reaproveitar agressivamente ativos industriais 'brownfield' para resolver a intermitência.

Porque é que isto não é apenas 'mais um concurso'

Poderá pensar que um concurso de uma empresa de serviços públicos indiana é irrelevante para o seu negócio em Munique ou Madrid. Pense novamente. Este é um indicador do modelo de 'Hub Energético'. A NTPC está a tirar partido da infraestrutura de rede, transformadores e direitos de terreno existentes para contornar o pesadelo da interligação que inviabiliza 40% dos projetos solares de escala industrial na Europa.

  • Arbitragem de ativos: Ao utilizar a pegada de rede existente da central térmica de Unchahar, não estão apenas a poupar em obras civis; estão a evitar uma espera de três anos pela aprovação de uma nova subestação.
  • A compressão das margens: Se é um promotor de projetos na UE, a sua maior ameaça não é apenas o preço dos painéis; é a falta de locais 'prontos a construir' com capacidade de rede suficiente.

Estamos a ver movimentos semelhantes por parte de empresas como a RWE e a Enel na Europa, mas a velocidade da transição liderada pelo Estado indiano é impressionante. Se não está a olhar para os seus locais comerciais 'brownfield' como futuros hubs de BESS, está a deixar margem de lucro (IRR) na mesa. A mudança de 'solar puro' para 'energia despachável' já não é um conceito de apresentação. Na UE, se não estiver a integrar armazenamento nas suas propostas C&I hoje — especialmente com a atual volatilidade nos mercados 'day-ahead' — está essencialmente a vender uma mercadoria que a rede começa a rejeitar durante as horas de maior exposição solar. Pare de licitar projetos 'greenfield' que serão sujeitos a cortes e comece a procurar ativos industriais onde a ligação à rede já está garantida e paga.

Porque é que isto importa: Pare de perseguir projetos 'greenfield' com filas de espera intermináveis na rede; comece a procurar locais 'brownfield' onde a ligação à rede já está à espera.
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