A governadora da Virgínia, Abigail Spanberger, assinou quatro projetos de lei que irão acrescentar 625 MW de nova capacidade solar comunitária até 2028.
Porque é que isto importa: As mudanças regulamentares em direção à energia solar comunitária significam que a sua equipa de vendas precisa de passar imediatamente da abordagem de casa única para a gestão de ativos multi-inquilino.
O Modelo dos EUA é Falível, Mas Útil
Embora a Virgínia celebre uma modesta vitória legislativa de 625 MW, os promotores de projetos europeus devem analisar o caso mais de perto. A obsessão dos EUA com a 'energia solar comunitária' esconde, muitas vezes, um cemitério de atrasos na interligação e um lóbi das empresas de serviços públicos que faria corar qualquer Netzbetreiber alemão. Contudo, o mecanismo aqui utilizado — metas de capacidade obrigatórias — é exatamente o que nos falta em mercados fragmentados como o de Itália ou da Polónia.
Porque é que isto não é apenas mais uma notícia dos EUA
Para um instalador nos Países Baixos ou um promotor em Espanha, não se trata da rede da Virgínia. Trata-se da mudança de modelos de negócio de 'apenas telhados' para 'ativos partilhados'. Estamos a assistir a uma convergência global: os reguladores estão a perceber que, se não resolverem o estrangulamento regulamentar para o comércio ponto-a-ponto (peer-to-peer) ou para a medição líquida virtual, o segmento residencial estagna assim que o fruto mais fácil (casas unifamiliares de fácil ligação) se esgota.
Não se deixe enganar pelo número de 625 MW — é minúsculo comparado com o atraso na UE. Mas preste atenção à estrutura destes projetos de lei. Se o seu governo local começar a imitar esta abordagem de 'capacidade por mandato', os instaladores que vencerão serão aqueles que já digitalizaram a aquisição de clientes para gerir carteiras comunitárias de 100 membros, em vez de vendas para habitações individuais.