A Alinta Energy iniciou os trabalhos de construção principal da Fase 1 de 1.000 MWh do seu BESS em Reeves Plains, na Austrália do Sul.
Por que é importante: O armazenamento à escala da rede está a transformar a volatilidade energética numa mercadoria; se as suas propostas C&I não incluem BESS, está a vender tecnologia do passado.
A corrida às infraestruturas está viciada
Enquanto nos obcecamos pelas taxas de penetração residencial em telhados na Baviera ou nos Países Baixos, a verdadeira mudança está a acontecer ao nível da rede na Austrália. O projeto de 1.000 MWh de Reeves Plains da Alinta não é apenas mais uma bateria; é uma aula magistral sobre arbitragem de preços que acabará por forçar a sua entrada no mercado C&I europeu. Quando vemos projetos de 1 GWh a arrancar, a conversa sobre o 'autoconsumo' para os seus clientes comerciais está prestes a mudar para 'receitas de serviços de rede'.
O choque de realidade para o instalador da UE
Se ainda está a vender unidades residenciais de 10 kWh como a solução definitiva, está a perder a mudança. Eis por que o modelo australiano é importante para a sua conta de resultados:
Pare de pensar como um instalador de hardware e comece a pensar como um operador de central elétrica. Se não conseguir integrar um BESS com um EMS (Sistema de Gestão de Energia) sofisticado que comunique com o operador da rede de distribuição (DSO) local, não será competitivo no setor comercial até 2026. A Alinta está a provar que a escala é a única forma de sobreviver à volatilidade da transição energética. Se não está a acompanhar a volatilidade dos preços spot no EEX (European Energy Exchange), está a voar às cegas. O cálculo para o seu próximo trabalho de 500 kW em telhado precisa de incluir, pelo menos, 200 kWh de armazenamento, ou estará apenas a instalar um passivo, não um ativo.