Empresas taiwanesas preparam-se para investir milhares de milhões no setor das energias renováveis da Nigéria, focando-se em centrais de energia solar.
Por que é importante: O investimento estrangeiro em mercados solares de fronteira é uma estratégia para os fabricantes, não um sinal tático para o seu negócio de instalação na UE.
A realidade dos factos
Se gere uma empresa de instalação solar em Munique, Madrid ou Milão, pare de ler as notícias sobre as empresas taiwanesas que se dirigem a Lagos. Este é o clássico ruído de 'mercado emergente' que não tem qualquer peso na sua conta de resultados. Sendo diretos: a dinâmica da cadeia de abastecimento para um projeto de escala industrial na Nigéria não tem quase nada a ver com a realidade residencial e comercial/industrial (C&I) na UE.
A divergência
A conclusão: Se vir um grande fabricante como a Delta Electronics — um gigante taiwanês já profundamente integrado no mercado europeu de inversores e infraestruturas de carregamento — a desviar recursos para a África Ocidental, é um sinal de que estão à procura de crescimento em mercados de fronteira porque o mercado residencial europeu atravessa atualmente uma dolorosa ressaca pós-subsídios. Não confunda a diversificação do portefólio deles com uma tendência da indústria que melhore as suas margens. Mantenha-se atento às atualizações do EEG alemão e às mudanças no SDE++ holandês; é aí que o seu dinheiro é realmente feito.