A Freedom Forever declarou falência ao abrigo do Chapter 11, no meio de um vasto conjunto de processos judiciais.
Porque é que isto importa: As estratégias de hiper-crescimento financiadas por dívida estão a falhar; foque-se na eficiência operacional e na retenção de clientes ou arrisque o mesmo destino dos gigantes dos EUA.
A bolha da venda porta-a-porta rebenta
A Freedom Forever não era apenas mais uma empresa de instalação; era o predador de topo do modelo de vendas agressivo, de alta pressão e realizado por terceiros. Com 500 milhões de dólares em dívidas, a sua declaração de falência prova que escalar através de custos de aquisição de clientes (CAC) insustentáveis e parcerias de geração de leads questionáveis acaba por bater numa parede. Quando se prioriza o volume em detrimento do serviço, não se constrói uma empresa — constrói-se um castelo de cartas.
Porque é que isto importa para o instalador da UE
Não olhe para isto e pense: 'Isso é um problema dos EUA'. Os mercados europeus estão atualmente a assistir ao mesmo apelo de expansão rápida. Estamos a ver intervenientes apoiados por capital de risco no Reino Unido e na Alemanha a tentar replicar o manual de 'crescimento a qualquer custo'. Mas os proprietários europeus são mais sensíveis à reputação, e as nossas leis de proteção do consumidor (como a Diretiva relativa às Práticas Comerciais Desleais da UE) são muito menos tolerantes do que nos EUA.
Se é um instalador de média dimensão na região do Benelux ou DACH, encare isto como um aviso: se o seu plano de crescimento depende de dívida insustentável e de geração de leads com elevada rotatividade, o próximo será você. A rentabilidade não se trata apenas de ganhar a instalação; trata-se de sobreviver ao período de garantia. Mantenha o seu balanço limpo, foque-se em recomendações e pare de perseguir as métricas de vaidade do 'total de megawatts instalados' se não tiver capacidade para prestar assistência aos ativos durante a próxima década.