A tecnologia da Photreon propõe uma via alternativa para acelerar a implementação de hidrogénio renovável, simplificando a cadeia de valor e alargando as possibilidades de produção em ambientes descentralizados e fora da rede.
Por que é importante: A tecnologia de conversão direta de solar para hidrogénio ainda está em fase laboratorial; ignore o marketing até que provem que conseguem lidar com a sujidade, o calor e a humidade do mundo real.
O Santo Graal ou apenas mais uma apresentação em PowerPoint?
Vamos separar o ruído da realidade. A Photreon afirma contornar o sistema convencional de eletrolisador mais inversor fotovoltaico, dividindo a água diretamente através da radiação solar. Se isto soa a magia, é porque geralmente o é. Na última década, vimos dezenas de startups de 'conversão direta de solar para hidrogénio' desaparecerem após as suas métricas de eficiência laboratorial colidirem com a dura realidade dos ciclos de irradiância e da degradação dos catalisadores no mundo real.
Contudo, a proposta de valor aqui não é apenas o 'hidrogénio verde' — é a eliminação da ligação à rede e das perdas de conversão de corrente contínua para alternada e vice-versa que afetam os atuais projetos de hidrogénio verde. Pense no setor industrial e comercial em locais remotos como a região do Alentejo, em Portugal, ou nas planícies agrícolas de Castela-Mancha. Se conseguir implementar uma unidade autónoma que produza hidrogénio durante as horas de pico solar sem necessitar de um upgrade de transformador de 200kVA ou de uma integração SCADA complexa, acaba de criar uma nova categoria de produto.
O teste de realidade para instaladores
Mantenha-se atento aos dados dos projetos-piloto. Se a Photreon conseguir demonstrar 5.000 horas de operação contínua num campo poeirento sem substituir o catalisador, então — e só então — começaremos a falar em substituir geradores a diesel em torres de telecomunicações fora da rede.