A Sineng Electric forneceu 19 "inverter skids" avançados para o Projeto Solar Fotovoltaico de 120 MW de Doornhoek, na África do Sul, desenvolvido pela AMEA Power.
Por que é importante: É fácil comprar equipamento barato, mas é caro mantê-lo; não sacrifique as suas margens de O&M (Operação e Manutenção) por uma fatura de CAPEX mais baixa, a menos que tenha um contrato de assistência local por escrito.
Sejamos honestos: os comunicados de imprensa sobre projetos de 120 MW na África do Sul raramente alteram o panorama para um instalador em Berlim ou um promotor em Madrid. No entanto, se está a ignorar a expansão agressiva de marcas como a Sineng Electric, está a perder de vista o maior ponto de pressão nos seus futuros custos de aquisição de equipamento.
A guerra de preços à escala industrial
A Sineng está atualmente a utilizar a sua estrutura de custos como arma para ganhar concursos de grande escala a nível global. Quando vemos um fabricante a implementar 19 "inverter skids" num mercado como o da África do Sul, isso sinaliza um aumento massivo da escala de produção, destinado a capturar o estatuto de 'Tier 1' detido há muito por empresas como a SMA ou a Fimer. Para um promotor europeu de C&I (Comercial e Industrial), esta é uma faca de dois gumes:
O choque de realidade: Embora o projeto de Doornhoek pareça impressionante, não confunda 'ganhar um concurso' com 'fiabilidade operacional ao longo de 20 anos'. O mercado da UE está atualmente a lidar com uma conformidade rigorosa com os códigos de rede (pense nas normas NC RfG). Antes de trocar a sua marca de inversores de confiança por um custo inicial mais baixo, pergunte-se se o "inverter skid" avançado vem acompanhado de um serviço de apoio europeu que fale realmente a sua língua ou apenas de um e-mail de apoio genérico que devolve mensagens.
Se a sua estratégia de aprovisionamento ainda se baseia nos preços de 2023, o seu pipeline de projetos para 2026 provavelmente já está em risco. Utilize estas implementações agressivas no estrangeiro como alavanca para negociar com os seus atuais fornecedores de primeira linha. Não seja o caso de teste para uma infraestrutura de apoio não comprovada apenas para poupar 4% no custo BOS (Balance of System).