O país produz a grande maioria dos painéis solares, baterias e equipamentos para turbinas eólicas do mundo, bem como a maioria dos seus veículos elétricos.
Porque é que isto importa: O hardware barato é uma armadilha de mercadoria; pare de vender watts e comece a vender fiabilidade de sistema antes que a próxima vaga de política comercial da UE afete os seus resultados financeiros.
A Corrida para o Fundo não tem Linha de Meta
Sejamos diretos: o 'boom de exportação da China' não é uma história de sucesso logístico para o instalador europeu comum; é uma armadilha deflacionária. Quando a capacidade de produção atinge os níveis que vemos em gigantes como a JinkoSolar e a LONGi, não está apenas a comprar hardware; está a entrar num ciclo volátil de matérias-primas. Se o seu modelo de negócio depende de 'comprar barato e vender a preço médio', está a uma liquidação de armazém da insolvência.
O Custo Oculto do 'Barato'
Vejo instaladores a gabarem-se de garantir módulos Tier-1 a preços abaixo de €0,10/Wp. Isso parece uma vitória até considerar as auditorias mais rigorosas à cadeia de abastecimento da União Europeia e a pressão inevitável por requisitos de conteúdo local. Cada projeto de cobertura de 500kW que assina com estas importações 'a preço de saldo' acarreta um risco crescente de fricção regulatória. Se a UE avançar para uma aplicação mais agressiva da Diretiva de Dever de Diligência para a Sustentabilidade Corporativa (CSDDD), esses painéis de baixo custo podem acabar como sucata dispendiosa.
Pare de perseguir o preço mais baixo por watt. Num mercado inundado pelo excesso de produção chinesa, a empresa que vence não é a que tem o contentor mais barato no cais—é a que oferece o suporte técnico mais sofisticado ao cliente final.