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Por que o regime de subsídios de Andhra é apenas ruído para os instaladores europeus

Representational image of a solar panel installation
Representational image. Credit: Canva
O PM Surya Ghar Muft Bijli Yojana em Andhra Pradesh promove instalações solares em telhados para fornecer eletricidade gratuita, visando famílias marginalizadas.

Não perca tempo a procurar lições de negócio no Oriente

Sejamos diretos: a notícia da aceleração da energia solar em telhados em Andhra Pradesh é irrelevante para o seu dia a dia em Berlim, Madrid ou Utrecht. Embora o regime PM Surya Ghar seja um projeto de engenharia social massivo na Índia, este opera num planeta fiscal e regulamentar completamente distinto do mercado europeu.

A realidade divergente

O seu negócio está atualmente a travar uma guerra de desgaste nas margens e a navegar pelas complexidades da RED III da UE (Diretiva Energias Renováveis). O modelo indiano baseia-se em subsídios estatais pesados para impulsionar a adoção entre agregados familiares de baixo rendimento. Na Europa, estamos a mover-nos cada vez mais para o autoconsumo orientado pelo mercado, preços dinâmicos através de contadores inteligentes (conforme exigido pela reforma do Design do Mercado da Eletricidade) e a integração da tecnologia V2G (Vehicle-to-Grid).

  • Dependência de subsídios: O modelo indiano é 'top-down'. O crescimento europeu é cada vez mais 'bottom-up' — impulsionado pelos elevados preços retalhistas da eletricidade e pela necessidade de independência energética.
  • Mercados de trabalho: Andhra Pradesh está a focar-se no emprego local para criar capacidade básica. Na Europa, o seu estrangulamento não é apenas a falta de mão de obra; é a necessidade de competências altamente especializadas para instaladores certificados que cumpram normas rigorosas de construção e segurança, como a IEC 62446.
  • Fornecimento de equipamento: Se ainda importa módulos de mercadoria das mesmas regiões que abastecem estes concursos governamentais asiáticos massivos, está a jogar um jogo perdido. Deve estar a pivotar para células HJT (Heterojunção) ou Tandem de alta eficiência que justifiquem um preço premium, em vez de perseguir a corrida para o fundo baseada no volume, típica dos programas estatais de telhados solares.

Pare de ler sobre lançamentos estatais massivos e subsidiados em mercados emergentes. Em vez disso, concentre-se na forma como o seu ORD (Operador da Rede de Distribuição) local está a gerir o congestionamento da rede. É aí que o lucro do seu próximo projeto — ou o seu cancelamento — será decidido.

Por que é importante: As manchetes globais sobre energia solar subsidiada pelo Estado na Índia não têm qualquer impacto nas suas margens; mantenha o foco no congestionamento da rede local e nos preços dinâmicos.
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