A Synergy submeteu um projeto de energia renovável híbrida ao abrigo da lei EPBC da Austrália, que inclui um sistema de armazenamento de energia em baterias (BESS) de 500MW.
Por que é importante: A era do projeto fotovoltaico isolado está a chegar ao fim; se a sua próxima proposta não incluir a integração de BESS, não é competitivo.
O choque de realidade da estabilização da rede
Vamos ser diretos: ver a Synergy avançar com um parque eólico de 1GW com um BESS de 500MW não é apenas uma notícia vinda da Austrália — é uma antevisão do fim inevitável do modelo de projeto 'apenas solar' na Europa. Se ainda está a vender centrais fotovoltaicas isoladas a clientes industriais e comerciais nos Países Baixos ou na Alemanha, está a vender um produto que o operador da rede acabará por recusar ligar.
O rácio 2:1 é a nova referência
O modelo australiano — um rácio de 50% de capacidade de bateria face à capacidade de geração — é o limiar específico a partir do qual os projetos deixam de ser um risco para os operadores de rede e passam a ser um ativo. Para os instaladores europeus, este é o modelo a seguir. Quer esteja a lidar com um terreno de 50MW em Brandeburgo ou com uma cobertura de 500kW na Lombardia, o seu valor acrescentado já não são os painéis; é a capacidade firme.
Pare de pensar como um instalador de sistemas solares e comece a pensar como um operador de central elétrica. Se não consegue garantir a despachabilidade, é apenas um tomador de preços no mercado spot e, com as atuais tendências de preços negativos na Alemanha, está a apostar as suas margens no lançamento de uma moeda. O movimento da Synergy prova que os grandes players já seguiram em frente. Se ainda não o fez, está a construir a infraestrutura de ontem.