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Por que a viragem solar da África do Sul é um aviso para os modelos de leasing europeus

Workers installing residential solar panels on a rooftop in South Africa
Residential solar growth in South Africa is heavily reliant on new financing.
A simplificação dos regulamentos e a Electricity Regulation Amendment Act facilitaram as instalações, enquanto opções de financiamento flexíveis permitem que as famílias adotem soluções solares.

A armadilha da subscrição

O boom residencial na África do Sul é atualmente impulsionado por uma forte dependência de modelos de 'Solar-as-a-Service' (SaaS) e leasing. Embora isto elimine o obstáculo imediato do elevado CAPEX, os instaladores europeus devem encarar isto com extrema cautela. Já vimos este filme antes com empresas como a Sunrun nos EUA: o modelo funciona na perfeição até que as taxas de juro disparam ou a qualidade do crédito no portefólio diminui.

Por que isto é importante para o seu P&L

  • A miragem do financiamento: Quando passa de um modelo de instalador transacional para um gestor de ativos baseado em subscrições, deixa de ser apenas um eletricista — torna-se um banco. Se não tiver o balanço financeiro de uma Macquarie ou de um fundo apoiado pela Enphase, será esmagado pelo custo do capital.
  • A divergência regulamentar: Ao contrário da Electricity Regulation Amendment Act na África do Sul, que resolve a instabilidade da rede, os mercados europeus lidam com a saturação de preços negativos. Na Alemanha, um sistema residencial sem integração de tarifas dinâmicas (como a Tibber ou Awattar) e um BESS é, essencialmente, um ativo imobilizado.

O mercado sul-africano é atualmente uma 'corrida ao ouro' porque a rede está a falhar. Na Europa, a rede funciona, mas os sinais de preços são caóticos. Se se sente tentado a copiar a GoSolr ou modelos semelhantes de 'subscrição em primeiro lugar', pergunte a si próprio: tem liquidez interna para sobreviver a um atraso de 24 meses na recuperação de ativos? Para a maioria dos instaladores europeus de média dimensão, a resposta é um não rotundo. Foque-se em retrofits de alta complexidade e margem elevada, onde captura o valor da integração do sistema de gestão de energia (EMS), em vez de apostar tudo em portefólios de crédito ao consumidor.

Por que é importante: Não mude para modelos de leasing apenas porque a tendência é global; verifique o seu balanço financeiro antes de começar a brincar aos bancos com os telhados dos seus clientes.
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