A França continua a ser um mercado solar 'atrativo' e um 'ambiente estável' para potenciais investidores, segundo Ksenia Dray.
Porque é que isto importa: Pare de apostar todo o seu pipeline em concursos públicos; o mercado de PPAs oferece melhores margens e maior controlo para quem estiver disposto a realizar o trabalho comercial.
A armadilha do conforto
Se é um promotor de média dimensão em França, foi habituado a ver os leilões da CRE (Commission de Régulation de l'Énergie) como a meta final. É um cheque seguro, garantido pelo Estado. Mas tratar os contratos de compra de energia (PPAs) corporativos como uma 'segunda opção' não é apenas conservador — é uma estratégia de longo prazo perigosa que o deixa vulnerável a mudanças nas políticas governamentais.
Porque é que a mudança para os PPAs é inegociável
O modelo de leilão é, essencialmente, uma corrida para o preço mais baixo. Quando depende exclusivamente dos volumes dos concursos, fica à mercê de calendários burocráticos e da inevitável saturação dos pontos de ligação à rede. Entretanto, o mercado de PPAs é onde reside a verdadeira margem. Com as diretivas REPowerEU a impulsionar licenciamentos mais rápidos e o relato de sustentabilidade corporativa (CSRD) a forçar empresas como a Schneider Electric ou a Carrefour a descarbonizar, a procura por aquisição direta de energia está a explodir.
Se é um instalador, pare de esperar pela próxima ronda de concursos. Comece a desenvolver o software de modelação financeira necessário para apresentar PPAs diretos aos seus clientes industriais locais. O Estado é um cliente, mas não é o único com capacidade financeira. Os promotores que detêm a relação com o cliente hoje serão os que comprarão os promotores 'zombie', dependentes de leilões, daqui a cinco anos.