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A dependência francesa dos leilões está a matar a inovação no setor C&I

A rows of solar panels in a French field with a power grid substation nearby.
French solar developers are increasingly stuck between state auctions and the untapped PPA market.
A França continua a ser um mercado solar 'atrativo' e um 'ambiente estável' para potenciais investidores, segundo Ksenia Dray.

A armadilha do conforto

Se é um promotor de média dimensão em França, foi habituado a ver os leilões da CRE (Commission de Régulation de l'Énergie) como a meta final. É um cheque seguro, garantido pelo Estado. Mas tratar os contratos de compra de energia (PPAs) corporativos como uma 'segunda opção' não é apenas conservador — é uma estratégia de longo prazo perigosa que o deixa vulnerável a mudanças nas políticas governamentais.

Porque é que a mudança para os PPAs é inegociável

O modelo de leilão é, essencialmente, uma corrida para o preço mais baixo. Quando depende exclusivamente dos volumes dos concursos, fica à mercê de calendários burocráticos e da inevitável saturação dos pontos de ligação à rede. Entretanto, o mercado de PPAs é onde reside a verdadeira margem. Com as diretivas REPowerEU a impulsionar licenciamentos mais rápidos e o relato de sustentabilidade corporativa (CSRD) a forçar empresas como a Schneider Electric ou a Carrefour a descarbonizar, a procura por aquisição direta de energia está a explodir.

  • A diferença de margem: Os preços de adjudicação em leilão situam-se frequentemente em torno dos 60-70 €/MWh. Um PPA corporativo bem estruturado no atual mercado francês pode exigir um prémio, especialmente quando combinado com Garantias de Origem (GOs) que os departamentos de ESG das empresas estão desesperados por adquirir.
  • O fator de risco: Os leilões oferecem 'segurança', mas também rigidez. Um PPA permite negociar cláusulas de indexação que protegem os seus resultados contra a inflação dos custos de O&M — algo que não é fácil de fazer depois de fixar uma tarifa governamental de 20 anos.

Se é um instalador, pare de esperar pela próxima ronda de concursos. Comece a desenvolver o software de modelação financeira necessário para apresentar PPAs diretos aos seus clientes industriais locais. O Estado é um cliente, mas não é o único com capacidade financeira. Os promotores que detêm a relação com o cliente hoje serão os que comprarão os promotores 'zombie', dependentes de leilões, daqui a cinco anos.

Porque é que isto importa: Pare de apostar todo o seu pipeline em concursos públicos; o mercado de PPAs oferece melhores margens e maior controlo para quem estiver disposto a realizar o trabalho comercial.
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