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Por que os planos híbridos de florestação e energia solar da Índia são irrelevantes para os profissionais da UE

A generic, stock-style view of a solar farm integrated into a rural landscape at sunset.
A vast solar farm captures sunlight over a rural landscape during sunset.
O Governo de Haryana aprovou um plano de operações anual de 298 milhões de rupias ao abrigo do CAMPA, focando-se na florestação e na integração de energia solar.

Vamos ser diretos: um governo regional na Índia a gastar cerca de 33 milhões de euros numa combinação de plantação de árvores e energia solar em telhados para gabinetes florestais é uma gota no oceano da transição energética global. Para um instalador em Berlim ou um promotor de projetos em Madrid, esta notícia é essencialmente irrelevante. Trata-se de uma atualização administrativa de um governo local, não de um evento com impacto no mercado.

A armadilha da 'Sinergia de Sustentabilidade'

Continuamos a ver estes anúncios carregados de relações-públicas onde fundos públicos são divididos entre iniciativas 'verdes' — neste caso, florestação — e instalações solares de pequena escala. O perigo para os empreiteiros europeus é pensar que isto representa um modelo escalável para agrivoltaica ou políticas de uso do solo.

O que realmente importa para os seus resultados

  • A agrivoltaica é o verdadeiro campo de batalha na UE: Ao contrário deste modesto plano de Haryana, a Diretiva de Energias Renováveis (RED III) da UE está a forçar uma integração muito mais estreita entre a energia solar e o uso do solo. Se não está a acompanhar as leis específicas de ordenamento do território na sua jurisdição — como as alterações ao EEG 2023 na Alemanha — está a ignorar os regulamentos que realmente ditam a viabilidade do seu projeto.
  • Alocação de Capital: Este esquema indiano realça a diferença entre microprojetos financiados pelo governo e o mercado de grande escala impulsionado por capital privado na Europa. Quando ouvir falar de 'integração solar' em concursos públicos, observe a TIR (Taxa Interna de Rendibilidade), não as manchetes 'verdes'. Se o projeto não atingir pelo menos 7-9% de TIR no atual ambiente de taxas de juro, é apenas um projeto de subsídio governamental, não um modelo de negócio que possa replicar.

Ignore as manchetes sobre a plantação de árvores junto a painéis fotovoltaicos, a menos que exista um quadro legislativo claro para subsídios à agrivoltaica. Foque-se, em vez disso, nos próximos leilões para fotovoltaico comercial. É aí que estão as margens e é aí que o dinheiro real está a ser feito.

Por que é importante: Trata-se de uma política local indiana com impacto nulo no mercado europeu; não perca o seu tempo com isto.
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