O Ministério do Investimento dos EAU assinou um Memorando de Entendimento com o Jereh Group para criar uma plataforma industrial e de energia limpa.
Por que é importante: Os preços globais das baterias estão a descolar da produção da UE; acompanhe as cadeias de abastecimento do Médio Oriente para sobreviver à próxima crise de margens.
O Médio Oriente está a jogar um novo jogo
Vamos ignorar o ruído de mais um Memorando de Entendimento. Quando o Ministério do Investimento dos EAU estabelece uma parceria com o Jereh Group, sediado em Yantai, não se trata apenas de 'energia limpa' — trata-se de fechar o ciclo da economia circular que a UE está atualmente a tentar gerir com dificuldade. Enquanto Bruxelas debate o Regulamento da Indústria de Impacto Zero (NZIA) e luta para escalar a reciclagem local de baterias, os EAU estão a apostar forte na transferência de tecnologia industrial da China.
Por que deve um instalador europeu preocupar-se?
É fácil descartar isto como notícias regionais, mas os efeitos de contágio já estão a afetar os seus resultados:
A Realidade: Já vimos este guião antes. O equipamento chinês chega, o preço por kWh desce e os instaladores que apostaram na montagem local de alto custo ficam pressionados. Se está atualmente a especificar BESS para projetos C&I na Alemanha ou em Itália, preste atenção à origem das células. Se estiverem ligadas a estas novas plataformas EAU-China, poderá estar a olhar para um futuro onde a sua cadeia de abastecimento é significativamente mais segura — e mais barata — do que se depender de startups europeias fragmentadas que tentam resolver o problema da circularidade sem escala suficiente. Não caia na armadilha do prémio 'apenas local' se isso significar instalar tecnologia que já está duas gerações atrás da curva global.