O Boletín Oficial del Estado publicou na segunda semana de abril três projetos renováveis, entre os quais se destaca uma central fotovoltaica de 235 MW em Mérida.
Por que é importante: A saturação da escala industrial em Espanha está a canibalizar os preços; reoriente o seu negócio para BESS industrial e EMS para sobreviver à quebra do mercado liberalizado.
A armadilha da escala industrial
Mais uma central de 235 MW em Mérida chega ao BOE. Se é um instalador de média dimensão na Estremadura ou na Andaluzia, não olhe para isto como 'crescimento de mercado'. Veja-o como um sinal de alerta para as suas margens de EPC. Quando os promotores avançam com projetos de mais de 200 MW para a rede, não estão apenas a gerar eletrões — estão a esgotar o mercado de mão de obra e a baixar os preços dos PPA para níveis que fazem com que as suas propostas de C&I pareçam artigos de luxo.
O desfasamento no BESS
O título destaca uns escassos 21 MW de BESS nestes três projetos. Isso representa um rácio de capacidade de cerca de 8%. No atual mercado liberalizado espanhol, onde os preços de captura da energia solar caem habitualmente para zero (ou valores negativos) durante o pico do sol, um sistema de baterias de 2 ou 4 horas tão pequeno é, essencialmente, um gesto simbólico para cumprir os requisitos de ligação à rede, em vez de uma estratégia séria de arbitragem. É uma apólice de seguro, não um ativo.
Se não está a integrar software de despacho baseado em IA ou a hibridizar os seus projetos de C&I com, pelo menos, 50% de capacidade de armazenamento, está a construir sistemas para um mercado de 2018 numa realidade de 2024. Esqueça os anúncios do BOE — concentre-se nos clientes que precisam realmente de reduzir as suas faturas de energia hoje.