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Concurso de 300kW de Cox: Por que as contas dos PPA municipais não batem certo

A small Spanish municipal building with solar panels on the roof
Small-scale municipal projects often carry hidden long-term operational costs.
O orçamento total do contrato ascende a 7,36 milhões de euros. As empresas interessadas podem apresentar as suas propostas até 4 de junho e o prazo de execução previsto é de 15 anos.

A ilusão dos 7 milhões de euros

À primeira vista, um projeto de 300kW parece um trabalho de fim de semana comum para uma empresa de EPC de média dimensão. Mas observe os números: 7,36 milhões de euros por 300kW. Mesmo contabilizando 15 anos de O&M, seguros e as ineficiências inerentes à contratação pública, este orçamento é um caso absolutamente atípico. Se é um instalador, precisa de parar de olhar para os kW e começar a olhar para o contrato de prestação de serviços.

Eis a razão pela qual este concurso é um sinal de alerta, e não uma mina de ouro:

  • A armadilha do CAPEX/OPEX: Assumindo um custo de EPC padrão de 800€/kW, os custos de equipamento para 300kW não deveriam exceder os 240.000€. Isso deixa mais de 7 milhões de euros para 'serviços' ao longo de 15 anos. São quase 480.000€ por ano — um prémio absurdo para a manutenção de sete pequenas coberturas.
  • Burocracia administrativa: Lidar com a burocracia municipal em Espanha é um imposto sobre a sua sanidade mental. A estrutura do concurso sugere uma mudança para modelos de 'Energia como Serviço', onde o instalador assume o risco de desempenho e de conformidade com a rede durante a próxima década e meia.
  • O risco regulamentar: Ao abrigo das mais recentes revisões da Ley de Cambio Climático, a contratação pública municipal está a mudar. No entanto, a maioria das autarquias locais carece de capacidade técnica para gerir contratos de 15 anos de forma eficaz, o que leva a atrasos nos pagamentos que destroem o fluxo de caixa dos pequenos e médios instaladores.

Se está a concorrer a isto, já não é um 'instalador' — é um financiador. Se a sua empresa não tem um balanço capaz de suportar o risco de um incumprimento municipal de 15 anos, afaste-se. Isto não é um projeto solar; é um instrumento financeiro de alto risco e longo prazo disfarçado de iniciativa verde. A menos que o âmbito inclua reabilitações profundas ou uma integração massiva de armazenamento que não foi mencionada, as margens aqui estão provavelmente presas num labirinto de custos legais e burocracia do setor público.

Por que é importante: Não se deixe enganar pelo rótulo 'verde'; isto é um passivo financeiro de longo prazo, não uma instalação fotovoltaica convencional em cobertura.
📰 Ler artigo original em PV Magazine Espana →