Nas Baleares, estão previstas instalações fotovoltaicas flutuantes em Artà (2,8 MW), Ciutadella (0,5 MW) e Santa Eulàlia des Riu (0,5 MW), às quais se somam as já existentes em Inca (1,4 MW) e Capdepera (2,2 MW).
Por que é importante: A fotovoltaica flutuante é um jogo especializado de custos elevados; a menos que tenha experiência em engenharia naval, não deixe que o rótulo de 'inovação' o leve a perder margem de lucro.
A falácia do flutuante
Sejamos realistas: 1,4 MW de fotovoltaica flutuante em Inca não altera o panorama dos preços da energia na Europa. É um projeto de nicho, provavelmente impulsionado pela extrema escassez de terrenos nas Ilhas Baleares, onde encontrar uma zona industrial degradada sem enfrentar uma batalha ambiental de três anos é impossível. Para a média das empresas de EPC na Alemanha ou nos Países Baixos, isto não passa de um 'projeto interessante' para ilustrar o catálogo.
Por que as contas são complexas
Se está a concorrer a estes concursos de sistemas flutuantes, não é apenas um instalador; é um engenheiro naval. Os custos de O&M (operação e manutenção) para parques flutuantes são significativamente mais elevados do que os de montagem em telhados. Está a lidar com:
O governo das Baleares promove estes projetos porque não tem espaço, não porque sejam rentáveis. Embora empresas como a Isigenere estejam a fazer um excelente trabalho na normalização destes sistemas, para a maioria de vós, isto é uma distração. A menos que possua conhecimentos profundos em logística aquática, mantenha as suas equipas nos telhados. O prémio do 'flutuante' é, geralmente, apenas uma forma elegante de dizer 'custos operacionais mais elevados para o mesmo rendimento de kWh'. Foque-se no setor C&I (Comercial e Industrial), onde pode controlar o ambiente, ou será você a pagar a viagem de barco para substituir um inversor de string avariado no meio de um lago.