As guerras em curso na Ucrânia e no Médio Oriente sublinham a necessidade de a Europa alcançar a independência energética face aos combustíveis fósseis. A transição ecológica da UE, particularmente através da energia eólica e solar, tem demonstrado benefícios económicos e resiliência.
Por que é importante: Os slogans geopolíticos não contornam as filas de espera da rede; foque-se na diversificação da cadeia de abastecimento e em projetos C&I preparados para baterias para se manter à frente da concorrência.
Sejamos honestos: os títulos sobre 'garantir o futuro da Europa' através das renováveis são o equivalente industrial a um cartão de felicitações. É um sentimento bonito, mas não ajuda a eliminar a fila de espera de seis meses no seu operador de rede de distribuição (ORD) local. Quando a European Energy e outros produtores independentes de energia (IPP) pedem uma 'expansão mais rápida', não estão a falar do seu negócio de telhados residenciais; estão a fazer lobby pela priorização da rede para ativos de escala industrial.
O desfasamento entre a política e o terreno
Enquanto Bruxelas produz diretivas REPowerEU, a realidade para um instalador na Baviera ou um promotor na Toscânia é regida por duas coisas: limitações da capacidade da rede e gargalos no licenciamento. Eis o desfasamento:
Onde acontece a verdadeira 'segurança'
Se quer tirar partido desta instabilidade geopolítica, pare de esperar que a UE agite uma varinha mágica. Foque-se na conformidade com o Net-Zero Industry Act (NZIA). Se a sua cadeia de abastecimento ainda depende em 95% de módulos que chegam a Roterdão provenientes de uma única fonte fora da UE, está a construir sobre areia. Comece a avaliar fabricantes com pegada industrial na UE ou em regiões 'amigas'. A volatilidade geopolítica é um imposto sobre a cadeia de abastecimento — se não estiver a proteger as suas aquisições com inventário local, está a um atraso de um navio de carga de distância de um contrato cancelado.
Não acredite no entusiasmo. Construa a resiliência.