O projeto Abadín integra uma central de eletrólise num complexo fotovoltaico de 51 hectares, com produção de hidrogénio a partir de águas subterrâneas, armazenamento na origem e uma configuração de 36.000 módulos bifaciais e 80 inversores.
Por que é importante: O hidrogénio é uma solução alternativa para a ligação à rede por parte dos promotores, não uma estratégia de armazenamento rentável para a sua instalação solar comercial comum.
A distração do hidrogénio
A Ansasol está a apostar forte no projeto Abadín, em Cádis, mas vamos olhar para além do brilho do comunicado de imprensa. Integrar um eletrolisador de 15 MW com 20 MW de fotovoltaico não é apenas um marco na transição energética; é uma resposta arquitetónica desesperada ao congestionamento da rede no sul de Espanha. Quando não se consegue obter uma licença de acesso à rede para um parque de escala industrial, recorre-se ao 'hidrogénio verde' para manter a viabilidade do terreno.
O teste de realidade económica
Para o promotor ou instalador comum, este projeto é um conto de advertência sobre a complexidade crescente. Eis os cálculos que deve ter em conta:
Embora a Hydron possa garantir subsídios ao abrigo do quadro PERTE de Espanha para o hidrogénio renovável, o seu projeto local de C&I (Comercial e Industrial) não tem essa almofada. Se o seu cliente perguntar sobre armazenamento de hidrogénio para a sua cobertura, diga-lhe para comprar uma bateria. Uma central fotovoltaica de 20 MW acoplada a armazenamento fornece serviços de rede reais—regulação de frequência, gestão de picos—que são remunerados hoje. O hidrogénio é uma aposta a cinco anos para locais industriais especializados, não uma solução para o portefólio típico de instalações de 500 kW a 5 MW. Mantenha o foco no LCOE e na capacidade de despacho do armazenamento, não em moléculas especulativas.