Um juiz federal ordenou que a administração Trump levantasse o bloqueio a novos projetos eólicos e solares nos EUA. Na terça-feira, a juíza distrital principal Denise Casper, em Boston, decidiu a favor de nove organizações de energia limpa que processaram o governo federal para travar os seus esforços "arbitrários e caprichosos" de obstrução à energia eólica e...
Porque é que isto importa: O licenciamento é agora um campo de batalha jurídico; se o cronograma do seu projeto não contabilizar os atrasos administrativos, as suas margens estão já em risco.
A realidade litigiosa das infraestruturas modernas
Quando vê um juiz federal dos EUA classificar a obstrução administrativa como 'arbitrária e caprichosa', não pense nisto apenas como ruído político americano. Para o instalador europeu, isto é um espelho. Seja nos estrangulamentos de licenciamento em Brandeburgo ou nos litígios sobre ligações à rede obsoletas na Grécia, a transição está a passar de um 'desafio de engenharia' para um 'teste de resistência jurídica'.
O custo oculto da inércia administrativa
Observe a implementação da RED III (Diretiva Energias Renováveis) em toda a UE. Prometeram-nos 'zonas de aceleração' para as renováveis para agilizar o licenciamento, contudo, muitos reguladores nacionais continuam a tratar os pedidos de energia solar como se estivessem a propor uma central a carvão numa zona residencial.
A conclusão? Não aposte as suas margens trimestrais no pressuposto de que uma licença será concedida dentro do prazo. Se está a orçamentar um sistema de solo de 10MW hoje, inclua uma 'margem de litígio' de seis meses no seu cronograma de Gantt. Se não o fizer, está apenas a jogar com a sua liquidez. O caso dos EUA prova que, mesmo quando a política é favorável, a burocracia encontrará uma forma de atrasar o processo. Proteja o seu balanço assumindo que o processo estará bloqueado até prova em contrário.