O desenvolvimento da energia eólica offshore praticamente parou nos Estados Unidos, face aos ataques incessantes da administração Trump. Mas, no resto do mundo, a história é outra.
Por que é importante: O hardware barato está a inundar o mercado à medida que os projetos eólicos globais estagnam — aproveite o Capex mais baixo, mas prepare-se para a inexistência de apoio por parte do fabricante.
O Vácuo de Infraestrutura
A mudança repentina do mercado norte-americano em relação à eólica offshore não é apenas uma nota de rodapé política — é um sinal da cadeia de abastecimento para todas as empresas de EPC europeias. Quando a maior economia do mundo trava projetos offshore de vários gigawatts, a procura global por componentes de turbinas, cabos submarinos especializados e logística offshore diminui. Poderá pensar que este é um problema apenas do setor 'offshore', mas observe o mercado de mão de obra e de interligação à rede.
A Viragem para o Solar
A infraestrutura de rede destinada a escoar toda essa energia offshore não desaparece simplesmente. À medida que os planos offshore dos EUA se evaporam, o foco desloca-se agressivamente para o solar de escala industrial (utility-scale) e para o armazenamento em baterias. Para um instalador ou promotor europeu, isto significa duas coisas:
Já estamos a assistir a isto. Observe a atual erosão de preços nos módulos bifaciais de Nível 1 (Tier-1), que descem abaixo dos 0,10 €/W em alguns mercados spot. Embora o seu gestor de compras possa estar a celebrar um Capex mais baixo, lembre-se do custo oculto: o apoio técnico. Quando estes fabricantes enfrentam uma compressão das margens, a sua primeira reação é reduzir as equipas de apoio ao cliente na Europa. Já vi isto acontecer com várias marcas de inversores chinesas a operar na região DACH; quando um erro de firmware afeta um parque de 500kW, o pedido de assistência cai num buraco negro porque o escritório regional foi o primeiro a ser reduzido. Se está a contar com estas importações baratas para manter as suas margens saudáveis, certifique-se de que tem capacidade de engenharia interna para corrigir o que o fabricante já não fará.