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O Mandato de Uso Múltiplo: Por que as Algas são um Aviso para os Promotores Fotovoltaicos

Worker on a maintenance vessel harvesting seaweed near a large-scale offshore wind farm in the North Sea.
Multi-use platforms in the North Sea are setting a new standard for spatial efficiency in renewable energy.
Os parques eólicos offshore estão a transformar-se em plataformas de uso múltiplo, permitindo o cultivo de algas em paralelo com a produção de energia renovável.

O Fim das Infraestruturas de Propósito Único

Enquanto o mundo fotovoltaico europeu discute sobre as filas de ligação à rede em Brandeburgo ou na Andaluzia, o setor offshore está silenciosamente a reescrever as regras da eficiência espacial. Esta notícia não é propriamente sobre algas; é sobre o precedente do "uso múltiplo". No Mar do Norte, onde o espaço é um recurso escasso, os reguladores nos Países Baixos e na Alemanha favorecem cada vez mais propostas de concursos que oferecem mais do que apenas eletrões. Se não está a pensar em como o seu próximo projeto de 50MW serve um propósito secundário, está a jogar um jogo de 2015 num mercado de 2025.

A Ponte Solar Flutuante

O salto das algas para o Fotovoltaico Flutuante (FPV) é mais curto do que se pensa. A empresa neerlandesa Oceans of Energy já está a provar que os sistemas solares de ondas altas conseguem sobreviver aos mesmos ambientes brutais que estes parques eólicos. Para um promotor de projetos na região do Benelux ou no Norte da Alemanha, o sinal é claro: o mar é a próxima fronteira para a energia solar aproveitar a infraestrutura de cabos submarinos já existente da eólica. Porquê gastar 200 milhões de euros num cabo dedicado quando se pode ligar a um hub eólico offshore de 2GW?

  • Alavancagem no Licenciamento: Tal como o Agri-PV se está a tornar a única forma de obter aprovação para instalações no solo em França, o uso múltiplo offshore está a tornar-se a base para a "Economia Azul".
  • Sinergia de O&M: Se uma embarcação de manutenção já foi enviada para verificar o rendimento das algas ou os rolamentos das turbinas, o custo marginal de inspecionar um sistema solar integrado cai significativamente.

Já vimos este padrão antes com a energia solar terrestre. Primeiro, eram apenas painéis; depois, painéis + ovelhas; agora, painéis + culturas + baterias. O setor eólico offshore está simplesmente a saltar os primeiros três passos. Se é um promotor, comece a procurar parcerias de FPV agora, ou prepare-se para ser excluído dos maiores hubs energéticos europeus até 2030.

Porque é importante: A tendência de "uso múltiplo" está a passar da terra para o mar; se o seu projeto não resolver dois problemas ao mesmo tempo, não ganhará o concurso.
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